A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) pediu, nesta segunda-feira (20), a libertação imediata de todos os trabalhadores da saúde palestinos "detidos arbitrariamente" por Israel.
"A MSF declara sua indignação pelo tratamento dado aos trabalhadores da saúde, a maioria dos quais está detida em condições deploráveis", afirmou em comunicado.
A MSF somou-se em particular aos pedidos de libertação de Hussam Abu Safiya, pediatra e diretor do hospital Kamal Adwan, em Gaza, preso desde dezembro de 2024.
Sua detenção "se inscreve em um padrão aterrorizante das autoridades israelenses, que prendem e têm como alvo o pessoal médico em toda a Palestina", afirmou a ONG com sede em Genebra.
Israel afirmou no início deste mês que a prisão de Abu Safiya é "legal" e rejeitou os relatórios que indicam que ele sofre de uma doença potencialmente fatal.
O comunicado foi divulgado depois que uma equipe de investigação da ONU e vários especialistas em direitos humanos das Nações Unidas expressaram sua preocupação com o caso.
A MSF também informou que seu cirurgião ortopédico Mohammed Obeid "está há mais de 600 dias detido em Israel, em condições difíceis e sem qualquer contato com sua família".
Ele foi preso pelas forças israelenses em 26 de outubro de 2024 enquanto atendia pacientes no hospital Kamal Adwan.
"A detenção arbitrária, a tortura e os maus-tratos infligidos aos profissionais de saúde palestinos por Israel são inaceitáveis", declarou a MSF.
Segundo a organização, 15 de seus colaboradores foram mortos desde o início da guerra na Faixa de Gaza entre Israel e o Hamas, desencadeada pelo ataque perpetrado contra Israel por combatentes palestinos em 7 de outubro de 2023.
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