O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, não compareceu à final da Copa do Mundo, vencida pela Espanha contra a Argentina no domingo, devido ao chamado 'caso Balogun', segundo o jornal britânico The Times, após a entidade máxima do futebol europeu considerar que a Fifa havia "cruzado uma linha vermelha".

A ausência de Ceferin — que é também vice-presidente da Fifa — "revela uma profunda divergência" entre a Fifa e a Uefa, informou o The Times.

Contactada pela AFP, a Uefa se recusou a comentar o assunto.

A Fifa provocou uma onda de indignação ao decidir anular a suspensão que o jogador americano Folarin Balogun deveria cumprir nas oitavas de final contra a Bélgica, após sua expulsão na fase de 16-avos de final contra a Bósnia e Herzegovina.

Também foi revelado que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia telefonado para seu homólogo da Fifa, Gianni Infantino, para pedir uma revisão do caso.

"Expressamos nossa surpresa com uma decisão sem precedentes, incompreensível e injustificável" que "ultrapassa todos os limites", declarou a Uefa na ocasião, em um comunicado que utilizou um tom de uma severidade incomum.

Durante esta Copa do Mundo, a Uefa se posicionou contra a Fifa em diversas ocasiões, notadamente quando Ceferin argumentou que expandir o torneio para 48 seleções participantes resultaria em partidas "sem interesse".

No dia da abertura da Copa do Mundo, a Uefa também anunciou que o árbitro somali Omar Artan, que havia sido barrado pelos Estados Unidos e, consequentemente, não pôde apitar no torneio, havia sido selecionado para arbitrar a partida da Supercopa da Europa, em 12 de agosto, entre Paris Saint-Germain e Aston Villa.

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