A Itália denunciou, nesta segunda-feira (20), que a Rússia expulsou "sem motivos" um adido militar e um de seus assistentes, um ato que qualificou de "represália" após a saída de dois diplomatas russos de Roma.
O ministro italiano das Relações Exteriores, Antonio Tajani, criticou no X um "ato flagrante de represália" depois que seu país decretou a expulsão de dois adidos militares russos acusados de espionagem.
A Rússia ainda não reagiu oficialmente ao assunto.
Tajani afirmou em 9 de julho que decidiu expulsar os dois adidos militares da embaixada russa, os quais acusou de fazer parte dos serviços de inteligência, denunciando um ato de "ingerência grave e inaceitável".
Este anúncio ocorreu dias depois de a imprensa reportar a detenção de dois ex-agentes dos serviços de inteligência italianos, acusados de entregar a Moscou informação sensível, especialmente sobre a ajuda militar para a Ucrânia.
A chancelaria russa prometeu, então, dar uma "resposta adequada", segundo um comunicado difundido pela agência de notícias RIA Novosti.
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