Um especialista das Nações Unidas pediu, nesta sexta-feira (17), justiça às autoridades hondurenhas pelo massacre de trabalhadores em uma plantação de palma no norte do país. Também reivindicou indenizações para as famílias das vítimas. 

A matança ocorreu em meados de maio em Rigores, na conflituosa região do Bajo Aguán, onde grupos rivais se enfrentam pelo controle das plantações de palma e das rotas do narcotráfico. 

Um total de 14 homens, três mulheres e três crianças foram brutalmente assassinados por homens armados supostamente ligados a grupos criminosos, afirmou em comunicado Morris Tidball-Binz, relator especial da ONU sobre execuções sumárias. 

"O governo de Honduras tem a obrigação de levar os responsáveis à Justiça, proporcionar indenizações às vítimas e garantir que ataques contra as comunidades agrícolas não vão se repetir", argumentou. 

Em junho, autoridades hondurenhas anunciaram a prisão do suposto mandante dos assassinatos. 

Carlos Molina, conhecido como El Gato Negro, é suspeito de ter planejado e fornecido apoio material para o massacre, declarou à imprensa o ministro da Segurança, Gerzón Velásquez. 

Pelo menos seis pessoas participaram dos atos de execução, mas nenhuma foi presa.

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