Com cerca de 3 mil mortes, a região de Paris registrou mais que o dobro da mortalidade média durante a excepcional onda de calor do final de junho, informou nesta sexta-feira (17) a Agência Nacional de Saúde Pública em um novo relatório.

"Foi observada uma sobremortalidade muito elevada na Ilha da França (entre 22 e 28 de junho) no contexto de uma onda de calor", resumiu a agência em seu site, mencionando uma variação de "+122%, ou seja, 1.565 óbitos a mais entre o esperado e o observado".

Estes números são os mais precisos sobre o período na região, uma das mais afetadas em termos de mortalidade por este episódio ainda mais intenso que o de 2003, até então sem precedentes.

No início de julho, um primeiro panorama indicou mais de 2 mil mortes acima da média em todo o país, aproximadamente 30%, e mais de 62% em Paris e região.

No entanto, esses dados estavam incompletos, pois baseavam-se apenas em certidões de óbito digitais. Além disso, eram comparados à semana anterior, que já havia registrado altas temperaturas.

Com estes novos dados, o aumento estimado já não é de aproximadamente dois terços, mas corresponde a um número superior ao dobro.

"Tratava-se principalmente de pessoas acima de 65 anos, que representaram 82,4% das mortes registradas", afirmou a agência, ao esclarecer que as novas estimativas podem ser inferiores aos números reais.

As mortes relacionadas à onda de calor não se limitam unicamente a seus efeitos imediatos -desidratação, hipertermia, etc-, já que alguns levam dias para se manifestar.

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