As negociações entre o Líbano e Israel, concluídas nesta quarta-feira (15) em Roma, foram "positivas", e o processo de estabelecimento de "zonas-piloto", das quais os israelenses devem se retirar, começará "nos próximos dias", afirmou os Estados Unidos.
Os dois países realizaram negociações na capital italiana, com a mediação de Washington, que as descreveu como "produtivas e positivas" no esforço para pôr fim ao estado de guerra entre eles.
Líbano e Israel chegaram a "um acordo sobre a estrutura e as diretrizes para o processo de zonas-piloto" localizadas no sul do Líbano, das quais Israel deve se retirar, disse um funcionário americano, citado pela embaixada dos EUA no Líbano.
Segundo o funcionário, esse processo será "finalizado e lançado nos próximos dias".
Na terça-feira, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, afirmou que seu país estava "pronto para avançar com a implementação dessas duas zonas-piloto", uma exigência fundamental das autoridades libanesas.
Segundo um acordo-quadro alcançado em 26 de junho, após cinco rodadas de negociações em Washington, Israel deve se retirar gradualmente dos territórios do sul do Líbano que ocupa em decorrência da guerra contra o movimento islamista pró-Irã Hezbollah.
O representante americano indicou que ambos os países realizarão "discussões técnicas mais amplas" com o objetivo de "chegar a um acordo abrangente entre Líbano e Israel".
Eles finalizaram o acordo-quadro após a entrada em vigor de um frágil cessar-fogo entre o Hezbollah e o exército israelense.
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