O Ministério Público da Bolívia iniciou uma investigação sobre o suposto recrutamento de homens em idade militar para integrar as fileiras russas na guerra contra a Ucrânia, informou a instituição nesta terça-feira (14), após denúncias de que eles estariam sendo atraídos por falsas ofertas de emprego.
Nos últimos dias, vídeos publicados nas redes sociais mostram bolivianos usando uniforme russo em zona de conflito, e uma mulher denunciou que um deles, seu marido, havia morrido em combate.
"Já existe uma investigação", declarou à imprensa o procurador-geral do Estado, Roger Mariaca.
"Temos a promotoria especializada em tráfico de pessoas que já está atuando" e "já fizemos" pedidos de "cooperação internacional", acrescentou.
O principal caso é o de José María Soleto, um boliviano de 29 anos que documentou, em um vídeo, sua vida na zona de guerra ao lado de seu primo e de outras duas pessoas que seriam do Peru e da Colômbia.
"Nosso dia a dia é pura adrenalina", pode-se ouvi-lo dizer.
Sua esposa informou nesta terça-feira que ele morreu. Em entrevista à emissora Red Uno, contou que o combatente, que na Bolívia vendia empanadas, viajou com a promessa de receber "16 mil dólares" (R$ 81 mil).
Em outros países da região, como Colômbia e Peru, as autoridades também investigam o suposto recrutamento ilegal de seus cidadãos.
Em maio, a Embaixada da Rússia no Peru reconheceu, em um comunicado, que peruanos haviam assinado voluntariamente contratos para prestar serviço militar nas Forças Armadas russas.
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