Países aliados da Ucrânia se reúnem, nesta segunda-feira (13), em Paris com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, para reafirmar o apoio a Kiev e pressionar a Rússia em busca de um cessar-fogo e de negociações de paz, atualmente em ponto morto. 

Pelo menos 25 governantes participarão do encontro da "Coalizão dos Voluntários", lançada pela França e pelo Reino Unido para prestar apoio militar à Ucrânia após a invasão russa de 2022. 

Os Estados Unidos, que neste mês autorizaram a Ucrânia a construir sistemas de defesa aérea Patriot capazes de derrubar mísseis balísticos, não fazem parte da coalizão. 

A Presidência francesa insiste que a cúpula é realizada em um momento de "unidade transatlântica" e de "dinâmicas mais favoráveis para a Ucrânia no terreno". 

Em declarações ao jornal Ouest-France, o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, destacou três objetivos: apoiar a Ucrânia, "especialmente em matéria de defesa antiaérea"; aumentar a pressão sobre Moscou com "um 21º pacote de sanções europeias"; e preparar "a paz e a definição das garantias de segurança que serão indispensáveis para prevenir qualquer nova agressão". 

A Europa está "a caminho de se tornar uma potência" preparada para "se defender", afirmou o presidente francês, Emmanuel Macron, às forças armadas antes do tradicional desfile militar de 14 de julho na Champs-Élysées, em Paris, por ocasião da festa nacional da França. Zelensky e outros governantes comparecerão ao evento. 

A coalizão se concentrará na cooperação em matéria de defesa antiaérea e antibalística, o que inclui conceder licenças para a fabricação de armas no país. 

Além disso, será discutida a Força Multinacional para a Ucrânia, que será desdobrada quando a guerra terminar, já que ela conta com um "Estado-maior operacional", indicaram as autoridades francesas. Segundo o Eliseu, serão programados exercícios militares conjuntos. 

O Kremlin afirma estar atento à cúpula. "Esta é uma coalizão de belicistas", avaliou o porta-voz Dmitri Peskov, que acusou o grupo de querer "continuar a guerra". "São países que realizam ações hostis contra a Rússia, por isso vamos acompanhar tudo muito de perto", advertiu.

- Ataques no terreno -

A Rússia bombardeia a Ucrânia quase diariamente desde fevereiro de 2022, no conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. 

Kiev também intensificou seus ataques para tentar reduzir as capacidades militares de Moscou e o financiamento do conflito, tendo como alvo especialmente as infraestruturas de hidrocarbonetos. 

Desde a noite de domingo, ataques ucranianos com drones e artilharia mataram quatro pessoas na Rússia, três delas na região de Moscou, anunciaram as autoridades locais. 

Na Ucrânia, três marinheiros morreram em um ataque a um navio com bandeira do Togo que "descarregava fertilizantes minerais", anunciou o vice-primeiro-ministro, Oleksii Kuleba. Ele não especificou onde ocorreu o ataque.

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