O Tate Modern de Londres inaugura na quarta-feira (15) a maior retrospectiva já realizada no Reino Unido sobre a artista cubano-americana Ana Mendieta, reunindo quase 120 obras.
A mostra percorre toda a trajetória da artista, uma das figuras mais influentes da arte contemporânea da segunda metade do século XX. Sua produção explorou temas como corpo, natureza, exílio, identidade, memória e tradições ancestrais.
"A mostra oferece uma grande diversidade de obras. É possível ver filmes, esculturas, pinturas, desenhos e uma grande quantidade de fotografias", explicou à AFP a curadora Valentine Umansky.
Mendieta trabalhou com performance, arte corporal, 'land art', fotografia, cinema, desenho, pintura, escultura e instalação.
A artista morreu em 1985, aos 36 anos, ao cair do apartamento onde vivia em Nova York após uma discussão com o marido, o artista americano Carl Andre, que foi julgado e absolvido.
Refugiada nos Estados Unidos desde os 12 anos, Mendieta retornou várias vezes a Cuba em busca de suas raízes.
"O exílio está presente em grande parte de sua obra", afirmou Umansky, acrescentando que a ligação da artista com Cuba "sempre foi fundamental".
A exposição reúne obras da série 'Siluetas' (1973-1980), filmes restaurados e trabalhos nunca antes exibidos no Reino Unido.
Segundo a curadora, a relevância de Mendieta permanece atual porque ela mantinha um desejo constante de experimentar novas formas de criação.
"Embora ela nunca tenha utilizado o termo 'ecológico', suas obras levantam preocupações ambientais com as quais hoje estamos muito mais familiarizados", concluiu Umansky.
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