O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, pediu nesta segunda-feira (13) uma cultura mais forte de "prevenção" para reagir de forma mais eficaz aos incêndios, após o devastador fogo florestal na Andaluzia, no sul do país, que deixou 13 mortos.

"Cada um, do ponto de vista individual, precisa se conscientizar de que o clima está mudando e de que os efeitos da emergência climática estão se agravando cada vez mais", alertou Sánchez no posto de comando que coordena as operações de resgate na província de Almería.

"Não devemos apenas reagir quando esses incêndios acontecem, mas também prevenir", insistiu o líder socialista, que destacou a realização de cursos de formação, especialmente para jovens, sobre como agir diante de incêndios e outras emergências.

"Teremos um verão complexo e difícil, que exigirá que todos permaneçam atentos e em alerta", afirmou.

Ao seu lado, o presidente regional da Andaluzia, Juan Manuel Moreno, pediu "sensibilidade" e "autoproteção" à população, que deve avisar as autoridades o mais cedo possível ao perceber fumaça ou comportamentos suspeitos.

A visita de Sánchez ocorreu quatro dias após o início do incêndio, um dos mais letais da história recente da Espanha. As chamas avançaram rapidamente por uma área de relevo acidentado, repleta de ravinas e casas isoladas, e cercaram vítimas que tentavam fugir de carro ou a pé.

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