O governo dos Estados Unidos revogou nesta terça-feira (7) uma licença que suspendia temporariamente as sanções ao petróleo do Irã, ao classificar as ações de Teerã no Estreito de Ormuz como "totalmente inaceitáveis".
"As ações do Irã no estreito foram totalmente inaceitáveis para os Estados Unidos e terão consequências", afirmou à AFP um funcionário do Departamento do Tesouro.
A isenção anunciada em junho havia permitido inicialmente que a República Islâmica produzisse, vendesse e entregasse petróleo bruto e produtos relacionados até o dia 21 de agosto.
A medida de Washington ocorre depois que três petroleiros, entre eles um navio do Catar que transportava gás natural liquefeito (GNL), foram atingidos por projéteis com poucas horas de diferença no Estreito de Ormuz, segundo monitores marítimos e o Catar.
Doha, mediadora entre os Estados Unidos e o Irã, denunciou a ação como "inaceitável".
Esses ataques reacenderam as preocupações com a liberdade de navegação, depois que o Irã suspendeu seu bloqueio da via marítima na sequência de um frágil cessar-fogo com os Estados Unidos.
O funcionário americano afirmou nesta terça-feira que o memorando de entendimento entre seu país e o Irã está baseado "inteiramente no cumprimento" das condições de navegação e advertiu que Teerã só verá benefícios se demonstrar "boa conduta".
No entanto, o funcionário sustentou: "Nossos negociadores continuam trabalhando de boa-fé para alcançar um acordo definitivo".
O futuro do Estreito de Ormuz, principal rota para as exportações de energia do Golfo, tem sido um ponto de atrito durante as negociações entre Teerã e Washington para encerrar de forma permanente o conflito.
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