Quatro pessoas, três delas mulheres, morreram nesta segunda-feira (6) em um ataque israelense no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor entre o Hezbollah e Israel, informou um veículo de imprensa estatal.
Israel tem mantido ataques intermitentes no sul do Líbano, onde alega atingir o movimento pró-Irã Hezbollah. Ambos os lados se acusam mutuamente de violar a trégua.
Uma diretora de escola, sua mãe, uma empregada doméstica estrangeira e um pedreiro sírio morreram quando foram atingidos por "um drone israelense que tinha como alvo o veículo em que estavam" enquanto retornavam de uma visita à sua casa em Nabatiyeh al-Fawqa, informou a Agência Nacional de Notícias (NNA).
O protocolo de acordo assinado em 17 de junho entre Teerã e Washington para encerrar a guerra no Oriente Médio permitiu que um frágil cessar-fogo entrasse em vigor no Líbano em 21 de junho, antes da assinatura, em 26 de junho, de um acordo-quadro entre o Líbano e Israel com o objetivo de alcançar uma "paz duradoura".
Mas Israel anunciou a intenção de manter tropas na área e continua seus ataques, particularmente nos arredores de Nabatiyeh.
Desde 22 de junho, mais de 600 mil libaneses deslocados retornaram para suas casas, de um total de mais de um milhão, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). No entanto, o retorno a dezenas de cidades no sul do país, especialmente aquelas próximas à fronteira, ainda está pendente.
O presidente libanês, Joseph Aoun, defendeu nesta segunda-feira uma pressão sobre Israel para que se retire das áreas que ocupa no sul, porque "manter a ocupação mina a legitimidade do Estado, impede o destacamento do exército e (...) uma paz justa e duradoura".
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