Os preços do petróleo permaneceram praticamente inalterados nesta quinta-feira (2) em relação aos níveis anteriores à guerra no Oriente Médio, graças ao otimismo em torno de uma trégua duradoura e aos sinais positivos sobre o transporte marítimo no Estreito de Ormuz.

O Brent do Mar do Norte para entrega em setembro subiu 0,32%, chegando a 71,80 dólares por barril. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega em agosto, aumentou 0,16% e foi a 68,69 dólares por barril.

Representantes dos Estados Unidos e do Irã concluíram uma rodada de conversas técnicas indiretas no Catar.

Os ministérios das Relações Exteriores do Catar e do Paquistão, países mediadores, celebraram o "progresso positivo". O presidente americano, Donald Trump, qualificou as reuniões como "muito boas".

Uma fonte próxima das negociações, que falou à AFP sob condição de anonimato, indicou que elas se concentraram nas disposições relativas ao Estreito de Ormuz, enquanto se espera que a questão nuclear seja objeto de discussões mais aprofundadas.

Os mercados interpretaram isso como boas notícias, explicou Arne Lohmann Rasmussen, analista da Global Risk Management.

Com os preços atuais, é como se os mais de 100 dias de conflito que bloquearam uma das rotas marítimas mais importantes do mundo e provocaram a maior crise de fornecimento de petróleo da história moderna nunca tivessem acontecido, comentou Natasha Kaneva, do JPMorgan.

A navegação pelo estreito já não está completamente paralisada, e o transporte de petróleo por essa via ultrapassou os 10 milhões de barris diários, segundo uma autoridade americana citada pela Bloomberg.

Antes da guerra, o equivalente a 20 milhões de barris de petróleo e gás liquefeito transitava diariamente pelo Estreito de Ormuz.

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