A Suprema Corte americana, de maioria conservadora, eliminou, nesta terça-feira (30), um teto para o financiamento de campanhas eleitorais, o que poderia influenciar as eleições de meio de mandato, em novembro.

Em 2010, o tribunal já tinha suspendido qualquer limite às contribuições de empresas e sindicatos nas campanhas eleitorais.

Fez o mesmo com as doações de pessoas físicas em 2014, em ambos os casos para desgosto dos democratas, que denunciavam o poder de influência dos mais ricos.

Nesta terça, a mais alta corte do país anulou o limite para gastos que cada partido é autorizado a coordenar com seus candidatos, uma restrição impugnada pelos republicanos, entre eles o vice-presidente JD Vance. 

Em uma decisão aprovada por seis votos a três - os dos juízes conservadores frente aos progressistas -, a Suprema Corte considerou que esta restrição violava a Primeira Emenda da Constituição americana, que garante a liberdade de expressão.

O presidente americano, Donald Trump, comemorou em sua plataforma, Truth Social, "uma grande vitória para os republicanos e, mais importante, para a Primeira Emenda". 

Ao contrário, o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, lamentou, em um comunicado, uma decisão que vai "desencadear uma nova corrida armamentista no financiamento das campanhas, levando ainda mais dinheiro de interesses privados para nossas eleições".

A eliminação desta norma deveria beneficiar sobretudo os candidatos republicanos, que dependem mais deste tipo de financiamento coordenado com seu partido que seus adversários democratas.

Quando ainda era senador, em 2022, JD Vance, junto com outros republicanos, tinha impugnado esta norma na justiça, sem sucesso.

Os defensores da manutenção deste teto asseguravam que permitia evitar a corrupção dos candidatos por parte de grandes doadores através do partido.

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