A polícia da Turquia prendeu, neste domingo (28), pelo menos 50 pessoas, entre elas uma jornalista, durante a Parada do Orgulho em Istambul, onde as manifestações foram proibidas e o principal ponto de encontro foi isolado pelas forças de segurança, indicaram os organizadores.
A polícia reforçou a segurança ao redor da emblemática Praça Taksim, em Istambul, instalando barreiras de metal, enquanto as autoridades locais proibiram manifestações nos pontos de encontro, entre eles o bairro de Kadikoy, situado na margem asiática.
A circulação do metrô também foi restringida em vários pontos do centro da cidade.
"Os jornalistas que cobrem a Parada do Orgulho em Istambul enfrentam novamente, neste ano, obstáculos ilegais", apontou a União Turca de Jornalistas no X.
A organização assegurou que a repórter Muberra Unsal "se identificou repetidamente como jornalista", embora tenha sido detida mesmo assim.
Os manifestantes LGBTQIA+, que se reuniram em vários bairros da cidade, proclamaram sua intenção de continuar com suas mobilizações.
"O dia não acabou. Na realidade, estamos apenas começando. Não vamos desistir. Continuaremos indo às ruas, onde quer que estejamos", entoavam.
No sábado (27), as autoridades turcas haviam ordenado o fechamento de um bar gay em Istambul por supostas infrações às normas, embora não tenha fornecido detalhes.
O fechamento ocorre após grupos islamistas protestarem nas redes sociais contra um cruzeiro planejado para passageiros LGBTQIA+, ao afirmar que a escala do programa na Turquia estava sendo organizada pelo proprietário do bar cuja interdição foi ordenada.
O navio estava previsto para atracar em Istambul em 8 de julho, mas alterou seu plano de viagem e retirou a escala na cidade.
A homossexualidade não é ilegal na Turquia, mas a comunidade LGBTQIA+ é frequentemente alvo de ataques verbais do presidente Recep Tayyip Erdogan, que a responsabiliza pela queda da taxa de natalidade.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
fo/mr/dth/ahg/an/rm/aa