O exército israelense afirmou, nesta sexta-feira (26), ter matado sete membros do Hezbollah que, segundo alega, transportavam armas perto da área ocupada pelo grupo no sul do Líbano.

Os confrontos entre Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah diminuíram consideravelmente desde a assinatura de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã em meados de junho, após Teerã exigir que o acordo incluísse a cessação das hostilidades no Líbano. 

No entanto, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o exército israelense tem "total liberdade de ação" diante de qualquer ameaça no sul do Líbano, onde as forças israelenses estabeleceram uma "zona de segurança" que continuam a ocupar. 

"Os terroristas transportaram essas armas para uma instalação localizada na área de Al Manzala, usada como posto de combate e observação", para atacar soldados israelenses, afirmou o exército israelense em um comunicado. 

Segundo o texto, o Hezbollah arrastou o Líbano para esta guerra regional em 2 de março, lançando foguetes contra Israel em retaliação pela morte do líder supremo do Irã, morto no final de fevereiro durante ataques aéreos conjuntos dos EUA e de Israel. 

Israel respondeu com ataques aéreos e uma ofensiva terrestre que, de acordo com as autoridades libanesas, já resultou em mais de 4.200 mortes.

Embora uma trégua tenha sido anunciada em 17 de abril, ela nunca se manteve. 

Sob pressão dos Estados Unidos, autoridades libanesas iniciaram negociações diretas com Israel em Washington, em abril. 

A quinta rodada de negociações entre Israel e Líbano estava prevista para terminar na quinta-feira, mas o Departamento de Estado americano anunciou que seria prorrogada por mais um dia.

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