As autoridades da Crimeia, anexada pela Rússia, declararam nesta sexta-feira (26) uma "situação de emergência" na região para enfrentar os crescentes ataques ucranianos contra a península.
"Decidimos declarar situação de emergência a nível regional na República da Crimeia e na cidade de Sebastopol por meio de decretos", anunciou no Telegram o governador Serguei Aksionov, designado por Moscou, um dia depois de anunciar cortes de energia elétrica em toda Crimeia devido aos ataques.
A situação de emergência permitirá "garantir um funcionamento estável" da atividade em "todos os setores", afirmou Aksionov.
Kiev alega que os ataques aéreos constituem uma resposta de represália pelos bombardeios quase diários da Rússia contra civis ucranianos e a infraestrutura energética.
Em um comunicado divulgado na quinta-feira, o governador afirmou que a Crimeia enfrenta "desafios" e que "a situação do combustível é a mais difícil".
"Não posso dizer exatamente quanto tempo vai demorar, nem posso explicar publicamente o plano de ação específico. No entanto, estamos agindo", afirmou em um comunicado.
Ele também admitiu que o Exército russo não está conseguindo proteger totalmente a península. "Infelizmente (...) não há sistemas de defesa antiaérea no mundo que sejam absolutamente perfeitos em termos de segurança e eficácia", disse.
A Rússia tomou o controle e anexou a Crimeia em 2014, mas a maioria dos países — incluindo muitos aliados de Moscou — não reconhece a ação.
A Ucrânia insiste que a Crimeia é parte de seu território.
Kiev ataca infraestruturas do setor de energia da Rússia para tentar privar Moscou das receitas obtidas com a venda de hidrocarbonetos, utilizadas para financiar sua ofensiva militar na Ucrânia desde 2022.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
bur/jj/jvb/avl/fp/aa