Israel declarou, nesta quinta-feira (25), que só retirará suas tropas do sul do Líbano quando o movimento pró-Irã Hezbollah se desarmar, mesmo com ambos os países participando de negociações em Washington, mediadas pelos Estados Unidos. 

O exército israelense lançou ataques aéreos generalizados no Líbano e mobilizou tropas para o sul do país depois que o Hezbollah entrou na guerra do Oriente Médio em retaliação ao assassinato do então líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

"Não retiraremos nossas forças do sul do Líbano enquanto o Hezbollah continuar sendo uma ameaça, não se desarmar e não se desmilitarizar", disse o porta-voz do governo israelense, David Mencer, em uma coletiva de imprensa. 

Sob pressão dos EUA, o Líbano iniciou negociações diretas com Israel em Washington, em abril. 

A última rodada de negociações, com duração de três dias, será concluída nesta quinta-feira.

A respeito desse diálogo, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os dois países vizinhos estão próximos de chegar a um "compromisso de intenções". 

O porta-voz do governo israelense não se pronunciou sobre o assunto. 

"Deixamos bem claro que nossa responsabilidade é com nossos cidadãos no norte e com todo o Israel, e que não permitiremos que nenhuma força terrorista se aproxime de nossa fronteira. Isso significa que qualquer redistribuição das Forças de Defesa de Israel ocorrerá depois, e não antes, da desmilitarização do sul do Líbano e do desarmamento do Hezbollah", declarou Mencer.

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