A IBM apresentou nesta quinta-feira (25) uma nova tecnologia que, segundo a empresa americana, deve resultar, em um prazo de cinco anos, em novos chips com desempenho 50% maior e consumo de energia consideravelmente menor em comparação com os microprocessadores atuais. 

O grupo revelou os chips denominados "0,7 nm" (nanômetros), uma escala de comparação teórica que não reflete nem o tamanho do microprocessador nem o dos componentes que o chip contém. 

Até agora, o modelo mais avançado era o "2 nm", apresentado pela IBM em 2021 e cuja produção em massa começou no fim de 2025. 

Concretamente, quanto mais se reduz o tamanho, maior é o número de transistores no microprocessador, o que aumenta a potência de cálculo.

O modelo "0,7 nm" permite colocar quase 100 bilhões de transistores em um chip do tamanho de uma unha da mão, ou seja, o dobro da densidade do "2 nm", segundo a empresa.

A tecnologia desenvolvida pela IBM ainda não está pronta para produção em massa,  mas a empresa com sede em Armonk (estado de Nova York) espera atingir a produção (de chips em série) em, no mínimo, cinco anos. 

Segundo a empresa, a nova tecnologia deve levar a "um salto substancial de capacidades" ou de potência de processamento, 50% superior a dos "2 nm". 

Os chips fabricados com o novo sistema também devem realizar 1,7 vez mais cálculos do que a geração anterior com uma quantidade de energia equivalente. 

O modelo deve permitir a continuidade da miniaturização até chegar a "0,1 nm" por volta de 2040, explicou Huiming Bu, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento de semicondutores.

O pesquisador destacou que a tecnologia poderia ser utilizada em processadores denominados CPU, os mais comuns, e GPU, os mais avançados para o desenvolvimento da inteligência artificial (IA). 

A IBM não fabrica chips; seu modelo consiste em conceder licenças a indústrias que os produzem.

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