A retirada dos 11 mil marinheiros presos na região do Golfo Pérsico após o fechamento do Estreito de Ormuz deve levar "algumas semanas", estimou o secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), o panamenho Arsenio Domínguez, em entrevista à AFP nesta quarta-feira (24).

A operação, planejada há tempos por essa agência da ONU responsável pela segurança marítima, deve permitir que os 600 navios imobilizados desde o início da guerra finalmente deixem a região. 

"Alguns navios transitaram pelo Estreito de Ormuz ontem (terça-feira) à tarde, logo após o anúncio", especificou Domínguez. 

"É um processo gradual. Com um pouco de sorte, a próxima fase chegará a cerca de 50 navios por dia, mas ainda precisaremos de algumas semanas antes de podermos realmente concluir a retirada de todos os marinheiros", acrescentou. 

O plano da OMI envolve contactar cada embarcação individualmente para fornecer instruções de partida, em coordenação com as autoridades costeiras. 

A operação em curso não inclui qualquer escolta ou apoio militar, enfatizou o secretário-geral da OMI.

"Recebemos informações de que existem minas ao longo da rota marítima habitual, que precisam ser removidas", declarou o oficial panamenho. 

No protocolo de acordo assinado na semana passada entre Teerã e Washington, o Irã se comprometeu a remover as minas da área em até trinta dias.

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