O presidente argentino, Javier Milei, liderou neste sábado (20) um ato pelo Dia da Bandeira ao lado de seu chefe de gabinete, Manuel Adorni, investigado por suposto enriquecimento ilícito e pressionado a deixar o governo. 

Milei foi a Rosário acompanhado por Adorni, que admitiu na semana passada ter ocultado 500 mil dólares da autoridade fiscal(2,57 bilhões de reais). 

O presidente evitou mencionar o caso neste sábado, mas, na véspera, nomeou um novo porta-voz presidencial, papel exercido informalmente por Adorni, homem de confiança do mandatário e de sua irmã, Karina Milei, secretária-geral da Presidência. 

Adorni, de 46 anos, está no olho do furacão desde que vieram à tona gastos suntuosos, compras de imóveis e viagens em família que não condizem com seus rendimentos. 

O presidente afirmou acreditar na inocência de seu funcionário e descartou pedir sua renúncia. 

Adorni declarou ter recebido uma herança inesperada de seu pai e ganhos substanciais com investimentos em criptomoedas, dados sob investigação judicial que a oposição considerou inverossímeis. 

Segundo pesquisas, o caso afetou a credibilidade do governo.

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