Autoridades polonesas anunciaram nesta quinta-feira (18) a prisão de um homem suspeito de ter assassinado um chargista dissidente russo, conhecido por criticar o presidente Vladimir Putin e outras figuras do governo. 

O homem, detido perto de Varsóvia, tem 36 anos e utilizava um passaporte georgiano, detalhou o ministro do Interior Marcin Kierwinski.

Segundo ele, o suspeito tinha vínculos com o "crime organizado em grande escala" e pode ter cometido delitos na Polônia em 2022. 

Semion Skrepetski, de 44 anos, cujo nome verdadeiro era Robert Kuzovkov, recebeu três tiros fatais de um homem não identificado na segunda-feira em Bia?a Podlaska, no leste da Polônia, informaram as autoridades. Quando caiu no chão, o agressor se aproximou e atirou mais duas vezes. 

Dois cidadãos bielorrussos foram presos na segunda-feira em suposta relação com o caso, mas foram soltos. 

O coordenador de serviços especiais da Polônia, Tomasz Siemoniak, declarou em entrevista coletiva que a participação dos serviços secretos russos no assassinato era "uma hipótese muito convincente", mas "precisa ser respaldada por provas". 

O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou na quarta-feira que esse homicídio provavelmente foi um "assassinato político". "Se foi a mando da Rússia, seria também uma questão muito grave, com uma dimensão internacional", acrescentou. 

Siemoniak indicou que o governo polonês havia oferecido apoio ao artista, que o recusou. 

Skrepetski era conhecido por suas obras, às vezes provocativas, contra destacadas figuras políticas russas como Putin e o líder soviético Josef Stalin, mas também contra o falecido opositor Alexei Navalny e o governo ucraniano. 

Ele se estabeleceu na Polônia em 2021, alegando temer perseguições políticas na Rússia. 

Do exílio, participou de eventos da oposição russa, embora também a criticasse em seus desenhos. 

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