Gana sediou, nesta quinta-feira (18), uma conferência internacional destinada a transformar em medidas concretas o crescente apoio político às reparações pela escravidão.

Em março, as Nações Unidas adotaram uma resolução histórica que reconheceu o tráfico transatlântico de escravizados como "o crime mais grave contra a humanidade".

"Vencemos a batalha contra a escravidão, vencemos a batalha contra o colonialismo, vencemos a batalha contra o apartheid e estamos certos de que também venceremos a batalha contra a injustiça", declarou o ministro das Relações Exteriores de Gana, Samuel Ablakwa, na sessão de abertura da conferência.

Desde a adoção da resolução, a campanha por justiça reparatória ganhou "um impulso sem precedentes", acrescentou o ministro.

Embora não seja vinculante, a resolução - impulsionada pelo presidente ganês John Mahama - vai além do reconhecimento simbólico e conclama os países envolvidos no tráfico de escravizados a participar de processos de justiça restaurativa.

A aprovação do texto representou até agora o apoio mais forte da comunidade internacional à questão das reparações, com o respaldo de 123 Estados-membros da ONU.

Entre os participantes do encontro de três dias estão os líderes de Barbados, Serra Leoa, Senegal, Namíbia e Libéria, além do escritor nigeriano e ativista de direitos humanos Wole Soyinka, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

sn-str/sbk/pc/an/lm/mvv

compartilhe