O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou, nesta quinta-feira (11), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de "seguir os passos de Hitler", em uma troca de acusações na qual ambos os líderes se chamaram de "genocidas" através de discursos e comunicados.

O dirigente turco afirmou que Israel se tornou uma "fábrica de sofrimento" que se alimenta "de sangue e lágrimas", e voltou a comparar Netanyahu a Adolf Hitler, desejando para ele "o mesmo destino que o de outros tiranos da história".

Erdogan, em conflito aberto com Netanyahu desde a eclosão da guerra em Gaza no final de 2023, já havia declarado, na quarta-feira (10), que a "segurança da Turquia começa (...) em Aleppo, Damasco e Beirute", ao considerar que o primeiro-ministro israelense e "seu grupo criminoso" também ameaçam a Turquia.

"Não toleraremos nenhum fato consumado nos países irmãos e não ficaremos de braços cruzados diante dos ataques", acrescentou aos deputados de seu partido.

O mandatário turco ressaltou que o exército israelense "se recusa a se retirar do Líbano", onde seus ataques mataram cerca de 3.700 pessoas desde o início, em 2 de março, de sua nova guerra contra o grupo pró-iraniano Hezbollah, segundo as autoridades locais.

O gabinete de Benjamin Netanyahu respondeu, na noite de quarta-feira, em um comunicado, acusando o "ditador antissemita Erdogan, autor de um genocídio contra os curdos", de apoiar o Hamas e de prender seus opositores, e considerou que "é precisamente o último que pode dar lições de moral a Israel".

Retomando os ataques, Erdogan denunciou, nesta quinta-feira, os danos causados pela "rede genocida sionista liderada por Netanyahu" em Gaza.

"Aqueles que atacam nossa região como tubarões sedentos por sangue terão que responder algum dia por seus atos", concluiu.

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