O cineasta brasileiro Orlando Senna, intimamente ligado ao Cinema Novo e um dos nomes mais importantes da cultura do país, morreu, aos 86 anos, informou nesta terça-feira o Ministério da Cultura.
Senna dedicou sua trajetória à "defesa da cultura como instrumento de transformação social", destacou o ministério em publicação no Instagram, ao expressar solidariedade àqueles que foram inspirados por "sua obra, generosidade e dedicação à cultura brasileira".
Nascido em 25 de abril de 1940, em Lençóis, na Bahia, Senna dedicou mais de cinco décadas ao cinema, à TV e à gestão cultural. O ministério não informou a causa nem as circunstâncias de sua morte.
Diretor, roteirista, escritor, jornalista, dramaturgo e gestor cultural, a obra mais emblemática de Senna foi "Iracema - Uma Transa Amazônica" (1975), um clássico do cinema brasileiro, que aborda os impactos sociais da ocupação da Amazônia durante a ditadura militar.
Entre 1991 e 1994, Senna dirigiu em Cuba a Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños (EICTV), fundada por Gabriel García Márquez e Fernando Birri e referência na formação de gerações de cineastas latino-americanos.
Na década de 2000, Senna ocupou a Secretaria Nacional do Audiovisual, onde promoveu políticas culturais. Também foi um dos artífices da criação da emissora pública TV Brasil.
No fim de abril, Senna participou de uma retrospectiva em sua homenagem realizada na Caixa Cultural Rio de Janeiro.
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