O déficit comercial dos Estados Unidos diminuiu em abril graças a um aumento nas exportações de petróleo, em meio à escassez de oferta resultante da guerra no Oriente Médio, segundo dados do governo divulgados nesta terça-feira (9). 

O déficit comercial total caiu 1,2%, para 55,9 bilhões de dólares (288 bilhões de reais, na cotação atual), informou o Departamento do Comércio. 

Os economistas consultados pela Dow Jones Newswires e pelo The Wall Street Journal previam um déficit de 56,1 bilhões de dólares (289,9 bilhões de reais). 

As exportações americanas de petróleo e derivados aumentaram após os ataques conjuntos de EUA e Israel contra o Irã no final de fevereiro, que desencadearam o bloqueio do Estreito de Ormuz por Teerã.

O estreito é uma rota marítima crucial para hidrocarbonetos, o que fez os preços dispararem.

Em abril, as exportações americanas subiram 2,6%, para 327,1 bilhões de dólares (cerca de 1,63 trilhão de reais, na cotação de abril), impulsionadas em parte pelo petróleo e outros derivados. 

As exportações de bens de capital, como computadores e aeronaves civis, também aumentaram. Já as importações americanas cresceram 2,0%, atingindo 383 bilhões de dólares (1,97 trilhão de reais, na cotação atual).

Esse aumento foi impulsionado pelas importações de produtos como computadores e semicondutores, graças à demanda constante por equipamentos necessários para a implementação da inteligência artificial (IA). 

As empresas continuaram investindo em produtos de alta tecnologia relacionados a centros de dados, um motor do crescimento econômico, já que as tarifas do presidente Donald Trump excluem alguns desses produtos. 

No entanto, segundo analistas, é provável que as importações de bens permaneçam baixas enquanto a guerra com o Irã persistir, o que mantém os preços da gasolina elevados e sobrecarrega famílias e empresas americanas.

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