Os principais gigantes bancários do mundo concederam, no ano passado, 906 bilhões de dólares (4,7 trilhões de reais) em financiamento para as energias fósseis, um valor 8% superior ao registrado em 2024, revela um estudo divulgado por um consórcio de ONGs. 

Desde o Acordo de Paris de 2015, que pretende limitar o aquecimento global a 1,5ºC acima da média da era pré-industrial, bilhões de dólares em empréstimos, emissões de ações ou títulos foram direcionados a empresas de petróleo, gás e carvão, segundo a última edição do relatório "Banking on Climate Chaos".

Os 65 bancos examinados destinaram, no ano passado, 906 bilhões de dólares a diferentes formas de apoio financeiro às energias fósseis. O aumento em termos anuais, no entanto, foi menos acentuado do que em 2024.

Três em cada cinco bancos aumentaram seus financiamentos ao setor, segundo os autores do relatório.

O americano JPMorgan é o principal apoiador financeiro das energias fósseis, com 58,2 bilhões de dólares no ano passado, à frente do Bank of America e do japonês Mitsubishi UFJ, afirma o relatório elaborado por oito ONGs, incluindo a Rainforest Action Network, a Reclaim Finance e a Urgewald.

O estudo é baseado em dados publicados diretamente pelas empresas ou por fornecedores especializados, assim como pela agência financeira Bloomberg.

O ano de 2025 marcou o fim das atividades da Net-Zero Banking Alliance (NZBA), um programa de neutralidade de carbono da ONU voltado ao setor bancário, prejudicado por um contexto menos favorável à proteção do clima na Europa e nos Estados Unidos.

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