O governo britânico denunciou nesta sexta-feira (5) "aqueles que tentam interferir" na democracia, depois que o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, condenou a forma como o caso do assassinato do estudante branco Henry Nowak, por um homem sikh, foi tratado.
"Vimos pessoas que tentam interferir em nossa democracia e procuram alimentar a divisão em nossas ruas", afirmou em comunicado um porta-voz do primeiro-ministro Keir Starmer.
Ele insistiu que a família de Henry Nowak deixou claro que não deseja que a morte de seu filho "seja utilizada para criar mais divisão, ódio ou tensão".
O comunicado de Downing Street foi divulgado depois que Vance associou o assassinato, na rede X, ao que chamou de declínio da civilização causado pela migração em massa.
"Henry Nowak morreu da mesma forma que a civilização morre: abandonado, algemado por autoridades que nem confiaram nem se importaram com ele, e acusado de crimes de ódio que não cometeu", escreveu Vance na rede X. "Seu assassinato é tão trágico quanto revoltante", acrescentou.
Henry Nowak, de 18 anos, foi esfaqueado por Vickrum Digwa, um homem sikh de 23 anos, quando voltava de uma festa em Southampton, na costa sul da Inglaterra, em 3 de dezembro de 2025.
Nowak foi algemado pela polícia enquanto estava ferido no chão. Em um vídeo, ele pode ser ouvido dizendo com voz fraca: "Não consigo respirar".
O caso tornou-se altamente politizado no Reino Unido.
Um juiz condenou Digwa na segunda-feira a pelo menos 21 anos de prisão pelo assassinato do jovem e por mentir à polícia ao afirmar que o estudante havia proferido insultos racistas.
"Hoje ele deveria estar vivo, e estaria se as últimas gerações de elites europeias tivessem se mantido firmes diante das políticas de autodesprezo e da invasão maciça de migrantes, muitos dos quais desprezam o Ocidente e aqueles que o amam", acrescentou Vance.
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