Um jornalista iraniano-americano, condenado a 10 anos de prisão e detido em Teerã, pede que Washington intervenha para conseguir atendimento médico para ele e outros detentos, informou a CBS News nesta sexta-feira (5).
Reza Valizadeh, que tem cidadania iraniana e americana e trabalhou para a Radio Farda, uma emissora em persa financiada pelos Estados Unidos, foi condenado em dezembro de 2024 após ter sido acusado de colaborar com um governo hostil, segundo seu advogado.
A mensagem de voz do jornalista publicada pela CBS News chega em meio a uma trégua frágil, enquanto Teerã e Washington negociam para pôr fim à guerra iniciada pelo presidente Donald Trump no fim de fevereiro.
Na gravação de dois minutos, Valizadeh diz que ele e outros três americanos detidos na prisão de Evin, em Teerã, estão doentes e não recebem tratamento médico.
"Enquanto nós quatro sofremos de diferentes doenças e estamos privados de serviços médicos reais, o governo americano poderia ao menos ter exigido serviços médicos reais para nós em troca da libertação de marinheiros iranianos", diz.
"Mesmo que tratar nossas doenças seja uma grande exigência, pelo menos teria pedido às autoridades iranianas que reduzissem não toda a pressão física e a tortura mental contra nós em cativeiro, mas ao menos parte dela", acrescenta.
A AFP não conseguiu verificar de forma independente a autenticidade da gravação. A CBS News afirmou que a gravação era recente e havia sido feita depois que as autoridades iranianas flexibilizaram, na semana passada, as restrições de comunicação impostas pela guerra.
O advogado de Valizadeh, Ryan Fayhee, declarou à CBS News que o jornalista sofria de tosse persistente, dor nas costas e problemas dentários.
"Ele sobreviveu a um ataque aéreo contra a prisão, sobreviveu à própria prisão", disse Fayhee, em referência a um ataque israelense que danificou partes da instalação em junho do ano passado.
Os Estados Unidos disseram em 2024 que tinham conhecimento da detenção de Valizadeh e pediram ao Irã que o libertasse.
Grupos de direitos humanos denunciam as condições nas prisões iranianas, onde os detidos sofrem com superlotação e escassez de alimentos, água, produtos de higiene e atendimento médico.
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