O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, afirmou nesta sexta-feira (5) que não havia "qualquer motivo de preocupação" ao ser questionado sobre os protestos contra o complexo turístico vinculado à família do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Há quase uma semana, as manifestações têm aumentado no país contra o projeto de hotel de luxo vinculado à filha de Trump, Ivanka Trump, e seu marido, Jared Kushner.
Os manifestantes afirmam que o plano, avaliado em cerca de 1,2 bilhão de dólares (6 bilhões de reais), prejudicará o meio ambiente, já que prevê a construção de hotéis de luxo na área protegida de Vjosa-Narta, na sul da costa adriática.
Segundo o projeto, apresentado há dois anos, os promotores também esperam transformar a ilha desabitada de Sazan — antiga base militar comunista secreta — em um luxuoso destino turístico.
"Não há projeto, não há qualquer motivo de preocupação enquanto não existir um projeto", declarou Rama a jornalistas nesta sexta-feira, em Montenegro, onde participa de uma cúpula da União Europeia com líderes dos Bálcãs.
No entanto, o primeiro-ministro afirmou que os "melhores" especialistas do mundo estão envolvidos no plano e ressaltou que o objetivo é "fazer algo único". "Ainda não há qualquer projeto aprovado", enfatizou.
"Primeiro, precisamos ter o projeto, depois analisá-lo e, em seguida, debatê-lo. Não podemos debater algo que não existe", destacou, pedindo à imprensa ocidental que fosse "muito mais cuidadosa".
O projeto tem sido cercado de incertezas, especialmente em relação à aquisição de títulos de propriedade dos terrenos onde alguns dos hotéis seriam construídos. Por ora, nada foi construído nesta área.
Mas o plano foi mencionado em imagens publicadas na conta de Instagram de Kushner, em visitas de Ivanka Trump à Albânia com investidores no início deste ano, assim como em suas declarações recentes em um podcast, nas quais elogiava a região.
Nos últimos dias, surgiram vídeos que mostram escavadeiras na praia daquela costa, imagens que foram amplamente divulgadas, sobretudo no Instagram, o que intensificou a oposição ao projeto.
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