O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, manifestou preocupação com a possibilidade de ocorrer uma "escalada" na guerra da Rússia contra a Ucrânia, após drones ucranianos atingirem instalações energéticas e militares na cidade de São Petersburgo.

"O que mudou nos últimos meses é que a Ucrânia se tornou mais eficiente na realização de ataques de longo alcance dentro da Rússia (...) E me parece que essa é uma das coisas que nos lembra a importância de tentar pôr fim a esta guerra, se pudermos, porque o risco de uma escalada é real, muito mais real do que há dois anos", declarou Rubio diante de uma comissão parlamentar nesta quarta-feira (3).

Trata-se da primeira reação dos Estados Unidos após os ataques recíprocos realizados por Rússia e Ucrânia nos últimos dias, apesar de Rubio ter sido interrogado durante horas em audiências parlamentares nas quais o tema da guerra na Ucrânia foi amplamente ignorado.

Na terça-feira, um ataque maciço com drones e mísseis russos deixou 23 mortos em Kiev e na cidade industrial de Dnipro, no centro-leste da Ucrânia.

"Neste momento, nenhuma das partes demonstrou disposição para fazer as concessões necessárias para restabelecer a paz, particularmente do lado russo", afirmou Rubio, acrescentando que os Estados Unidos continuam "dispostos a desempenhar qualquer papel possível nesse contexto para restaurar a paz".

Falando diante de outra comissão na manhã de quarta-feira, ele admitiu que “as perspectivas não pareciam muito boas quanto à disposição de uma ou outra parte de fazer as concessões necessárias para chegar a um acordo”.

Washington realizou sem sucesso uma série de negociações com ucranianos e russos, que permanecem em impasse.

Parlamentares democratas criticaram Rubio pela isenção temporária do petróleo russo das sanções americanas, ressaltando que isso financia a máquina de guerra russa.

Washington instituiu essa isenção em março para tentar moderar a alta dos preços do petróleo após a guerra no Oriente Médio.

A isenção já foi prorrogada diversas vezes.

As sanções americanas tinham como objetivo cortar as receitas provenientes do petróleo russo e, consequentemente, essa fonte de financiamento da guerra conduzida por Moscou na Ucrânia.

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