O movimento islamista palestino Hamas adiou para domingo uma nova rodada de negociações no Egito destinada a implementar o frágil acordo de cessar-fogo com Israel em Gaza, disse à AFP uma fonte próxima às negociações.
O Hamas e Israel acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo que entrou em vigor em outubro, dois anos após a guerra desencadeada em 7 de outubro de 2023 pelo ataque sem precedentes do movimento islamista contra Israel.
A reunião no Egito estava inicialmente prevista para esta quarta-feira (3) na cidade mediterrânea de El Alamein e contaria com uma delegação do Hamas liderada pelo principal negociador, Khalil al Hayya, juntamente com facções palestinas como a Jihad Islâmica Palestina e mediadores do Egito, da Turquia e do Catar.
"Espera-se que o Hamas e as facções palestinas iniciem reuniões de consulta no Cairo no próximo sábado", antes dos encontros entre os movimentos palestinos e os mediadores no domingo, segundo a fonte.
Ela indicou que o Hamas havia "pedido o adiamento das conversas", classificando-as como sem sentido diante da "intransigência israelense".
Embora tecnicamente uma trégua esteja em vigor desde outubro, a violência diária continua abalando a Faixa de Gaza, mais da metade da qual se encontra sob controle militar israelense, em desafio aos termos do cessar-fogo.
A transição para a segunda fase do cessar-fogo, que deveria envolver o desarmamento do Hamas e uma retirada gradual do Exército israelense, está paralisada há meses.
O Hamas reiterou que não se opõe a entregar parte de seu arsenal, mas apenas no âmbito de um processo político palestino.
Na semana passada, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou ter ordenado ao Exército que assumisse o controle de 70% da Faixa de Gaza.
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