O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, informou na terça-feira (2) que a área com cultivo de coca diminuiu em 2025 em relação ao ano anterior, embora tenha aumentado durante o seu mandato, no país com a maior produção mundial de cocaína.
Petro divulgou o relatório a poucos meses do fim do primeiro governo de esquerda da história do país e a semanas do segundo turno das eleições presidenciais de 21 de junho, no qual seu aliado, Iván Cepeda, enfrentará o candidato da extrema direita, Abelardo de la Espriella, que ficou à frente no primeiro turno.
Segundo as estimativas citadas pelo mandatário durante um pronunciamento na televisão, a Colômbia registra uma leve melhora, porém progressiva, no combate às drogas nos últimos meses de seu governo, que termina em 7 de agosto.
Estes cultivos foram reduzidos em 1,5% entre 2024 e 2025, quando foram contabilizados 258.000 hectares, em meio à pior onda de violência da última década.
Até o momento, o número caiu para 253.358 hectares, segundo Petro. A extensão é, contudo, superior à registrada no início de seu mandato, em 2022.
De acordo com o relatório do presidente, os cultivos de drogas aumentaram 16% nos últimos quatro anos.
A extensão atual de cultivos da folha de coca, base para a fabricação de cocaína, é quase a mesma registrada no último relatório de 2023 do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime.
Desde então, a ONU não voltou a publicar o relatório, cuja metodologia foi duramente criticada por Petro.
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