Os mercados reagiram positivamente ao surpreendente resultado da extrema direita no primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia, com o fortalecimento da moeda local e a alta dos títulos do país.
O advogado Abelardo de la Espriella se impôs no primeiro turno no domingo com mais de 43% dos votos, à frente do favorito nas pesquisas, o senador de esquerda Iván Cepeda (41%). Os dois se enfrentarão no segundo turno em 21 de junho.
O peso colombiano se valorizava quase 2,42% frente ao dólar entre a sexta-feira e esta terça-feira, de acordo com dados do Banco da República. Assim, nesta terça-feira o dólar era cotado a 3.560 pesos, frente aos 3.646 pesos da sexta-feira.
Na Bolsa de Valores da Colômbia, o índice MSCI Colcap, que acompanha o desempenho das ações mais representativas do país, subiu 3,58% na segunda-feira.
Os títulos soberanos colombianos também registraram ganhos generalizados na última sessão de negociação, um sinal do aumento da confiança dos investidores, segundo dados do Banco Central.
Um dos principais desafios para o próximo presidente será o financeiro.
A Colômbia acumula um déficit fiscal que se aproxima de 7% do PIB após a crise da pandemia e os programas sociais de elevado gasto impulsionados durante o governo de Gustavo Petro.
De la Espriella afirma se inspirar nas políticas econômicas do presidente argentino, Javier Milei, e promete uma redução do Estado de 40%. Seu compromisso com a reativação do setor de combustíveis fósseis, em contraste com a abordagem de Petro, é bem recebido pelos mercados.
As ações da Ecopetrol, a principal empresa colombiana, dispararam após os resultados das eleições. Na segunda-feira, seu preço atingiu a maior cotação em 52 semanas.
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