A Noruega teve a primeira primavera mais quente desde o início dos registros, em 1901, com temperaturas médias 2,1ºC acima da média sazonal, anunciou o instituto de meteorologia nesta terça-feira (2).
Embora o país escandinavo tenha escapado da onda de calor que afetou a Europa em maio, as temperaturas acima da média em março e abril contribuíram para o recorde, indicou um comunicado do instituto meteorológico.
"O sol é estável demais para explicar a rápida mudança climática atual. Isso só pode ser devido às nossas emissões de combustíveis fósseis", destacou o climatologista Jostein Mamen.
A última primavera mais quente foi registrada em 2024, quando as temperaturas foram 1,8ºC acima do normal, e a de 2025 foi a segunda mais quente.
O aquecimento foi particularmente notável no norte da Noruega.
Em Svalbard, um arquipélago situado entre a Noruega continental e o Polo Norte, as temperaturas em abril ficaram entre 5 e 6º acima do normal, segundo o instituto.
O Ártico está aquecendo muito mais rápido do que outras regiões devido a um processo conhecido como amplificação ártica.
Segundo a ONU, espera-se que as temperaturas médias globais se mantenham "em níveis recordes ou próximos deles" durante os próximos cinco anos.
O aumento das temperaturas em escala mundial acarreta um maior risco de estresse térmico e fenômenos meteorológicos extremos, como inundações ou secas severas.
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