A Coreia do Sul abandonou uma proposta para acabar com a separação obrigatória por gênero em enfermarias hospitalares, confirmou à AFP nesta terça-feira (2) um funcionário do Ministério da Saúde, após uma forte reação negativa do público. 

Vários países, como Japão e Canadá, introduziram enfermarias de gênero neutro, uma medida que gerou debates e oposição devido a preocupações com a privacidade, assim como receios em relação à segurança diante da conduta sexual inadequada em espaços compartilhados. 

A Coreia do Sul é uma potência global em tecnologia e cultura, mas permanece socialmente conservadora. 

O Ministério da Saúde apresentou o plano em maio como parte de uma reforma regulatória mais ampla, destinada a facilitar que familiares e casais compartilhem quartos hospitalares.

"A separação por gênero será mantida sob o sistema atual", disse à AFP um funcionário do Ministério da Saúde. 

O ministério havia proposto alterar a regra, argumentando que alguns hospitais já permitem que casais compartilhem quartos de dois leitos e que, portanto, a regulamentação não era mais necessária.

O ministério declarou que a decisão de retirar a iniciativa foi tomada após observar a reação negativa do público. 

Mais de 4.000 comentários contrários à medida foram publicados no site de avisos legislativos do governo. 

"Existe a possibilidade de que crimes sexuais sejam cometidos contra mulheres", dizia um deles. 

Outro descrevia a proposta como uma "lei ignorante que menospreza o medo e a ansiedade das pacientes".

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