A Anthropic, criadora do chatbot Claude, anunciou nesta segunda-feira (1º) que apresentou a documentação necessária para abrir seu capital na bolsa de valores, em um momento em que as gigantes da inteligência artificial buscam arrecadar somas bilionárias para financiar seus projetos.

Antes de poder vender ações ao público, as empresas devem passar pela análise da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), o órgão que supervisiona os mercados financeiros e atua como árbitro de Wall Street.

"Isso nos dá a opção de abrir capital depois que a Comissão de Valores Mobiliários concluir sua análise", afirmou a empresa em uma declaração publicada em seu blog.

"A oferta pública inicial proposta dependerá das condições de mercado e de outros fatores", acrescentou a Anthropic.

O conteúdo do processo apresentado permanece, por enquanto, confidencial.

O anúncio ocorre poucos dias depois de a empresa sediada em San Francisco anunciar a captação de 65 bilhões de dólares (R$ 327 bilhões) em uma nova rodada de financiamento, o que elevou sua avaliação de mercado para 965 bilhões de dólares (R$ 4,85 trilhões), acima da de sua rival OpenAI.

A criadora do ChatGPT, que foi avaliada em 852 bilhões de dólares (R$ 4,28 trilhões) em março, também pretende abrir seu capital neste ano, e espera-se que apresente sua documentação de forma iminente.

A última rodada de financiamento confirmou que a Anthropic é uma das gigantes da IA, após construir sua reputação como desenvolvedora de inteligência artificial generativa para clientes corporativos.

As ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla em inglês) das empresas de tecnologia provavelmente seguiriam os passos da SpaceX, empresa de Elon Musk, em Wall Street.

As ações da SpaceX, que incorporou sua empresa de IA em fevereiro, podem começar a ser negociadas já em 12 de junho, visando uma avaliação de aproximadamente 1,75 trilhão de dólares (R$ 8,8 trilhões). Esta seria a maior IPO da história.

O processo de abertura de capital ocorre enquanto a Anthropic mantém uma disputa judicial com o Pentágono pelo uso militar de suas tecnologias.

A empresa processou o Departamento de Defesa dos Estados Unidos por tê-la classificado como um risco para a cadeia de suprimentos. A Anthropic considera que a medida é uma retaliação inconstitucional por ela ter se recusado a conceder ao Exército acesso irrestrito aos seus modelos de IA.

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