A atividade manufatureira dos Estados Unidos atingiu, em maio, seu nível mais alto em quatro anos, superando as previsões dos analistas e apesar do impacto da guerra no Oriente Médio, segundo uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (1º).

O índice do Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês), uma federação profissional, ficou em 54%. É preciso voltar a maio de 2022 para encontrar um resultado mais elevado (55,9%), indicou em um comunicado.

Qualquer valor acima de 50% implica expansão da atividade.

Os investidores esperavam uma melhora menor (para 53,2%), segundo o consenso dos analistas.

Em suas respostas, no entanto, as empresas entrevistadas refletem uma realidade complicada.

"Em maio, 25% dos comentários foram positivos e 69% negativos", destacou a diretora da pesquisa, Susan Spence. 

Entre as observações negativas, a guerra no Irã foi mencionada em 42% dos casos e as tarifas em 18%, acrescentou.

Desde sua volta ao poder no ano passado, o presidente americano, Donald Trump, alterou a ordem comercial global com tarifas setoriais e de aplicação mundial. Muitas dessas tarifas foram anuladas pela Suprema Corte em fevereiro, com uma grande incerteza em relação ao processo de reembolso.

A volatilidade dos preços também foi uma preocupação fundamental.

Spence afirma que "57% dos participantes citaram as oscilações de preços como um problema para suas empresas".

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