O governo argentino anunciou nesta sexta-feira (29) que laboratórios farmacêuticos de capital estrangeiro planejam investir 8 bilhões de dólares (40,4 bilhões de reais, na cotação atual) em pesquisas clínicas no país sul-americano ao longo dos próximos seis anos.
O anúncio foi feito após uma reunião entre o presidente argentino, Javier Milei, e representantes da Câmara Argentina de Especialidades Medicinais (CAEMe), que reúne empresas multinacionais do setor farmacêutico.
"O investimento, impulsionado pelas empresas reunidas na CAEMe, permitirá expandir o desenvolvimento de pesquisas biomédicas de alta complexidade em diferentes jurisdições do país", afirma o comunicado da Presidência divulgado após o encontro.
Não se sabe, porém, quais empresas farão os investimentos nem o montante que será aportado por cada uma.
A notícia chega em meio ao debate sobre a reforma da Lei de Patentes local, uma exigência dos Estados Unidos vinculada ao Acordo Recíproco de Comércio e Investimentos que Milei assinou com seu aliado Donald Trump em fevereiro.
Os Estados Unidos pretendem que sejam ampliados os prazos de exclusividade para as patentes de medicamentos. Mas os laboratórios argentinos rejeitam a modificação, e a base governista adiou sem data definida a discussão do tema no Congresso.
Atualmente, mais de 50 mil pacientes participam de cerca de 1 mil estudos clínicos em andamento no país, segundo dados da CAEMe, que destaca que suas empresas geram 360 milhões de dólares (1,8 bilhão de reais) em exportações por ano e 9 mil empregos diretos na Argentina.
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