O ex-dirigente do famoso Templo Shaolin na China foi condenado, nesta sexta-feira (29), a 24 anos de prisão por crimes que incluem desvio de recursos e suborno cometidos durante três décadas, informou um tribunal.

Liu Yingcheng, conhecido como Shi Yongxin quando atuava como abade, foi destituído de seu cargo em julho de 2025 por um comportamento "extremamente" inapropriado. Ele tinha 59 anos na época.

Foi investigado e expulso da ordem monástica por acusações de desvio de fundos de projetos e ativos do tempo, conhecido por ser o berço do kung fu.

Liu "tirou proveito de seus cargos como abade do Templo Shaolin e como presidente da Fundação Beneficiente Shaolin", destacou o Tribunal Popular Intermediário de Xinxiang, na província de Henan, no centro do país, em um comunicado.

Seus crimes foram "particularmente volumosos, as circunstâncias dos subornos especialmente graves (...) e o impacto social enorme", acrescentou.

Liu assumiu o cargo em 1999 e ajudou o templo a criar dezenas de empresas durante as décadas seguintes, embora também tenha sido criticado por comercializar o budismo.

Segundo o tribunal, ele desviou bens no valor de mais de 131 milhões de yuanes (cerca de 98 milhões de reais) entre 2003 e 2025, agindo sozinho e em conluio com outras pessoas.

Além disso, desviou mais de 151 milhões de yuanes de fundos da organização para uso pessoal entre 2012 e 2022.

Desde 2006, também aceitou ilegalmente bens avaliados em mais de 11 milhões de yuanes relacionados com projetos de construção do templo.

Da mesma forma, entregou mais de 5 milhões de yuanes em dinheiro e propriedades a "funcionários estatais" entre 1995 e 2022 para obter "benefícios indevidos", segundo o tribunal.

Liu também foi multado em 3,5 milhões de yuanes (aproximadamente 2,6 milhões de reais). 

Segundo o tribunal, ele disse que não vai recorrer do veredicto.

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