Ondas de calor como a que atualmente atinge parte da Europa podem custar caro às economias europeias e às contas públicas, reduzindo o crescimento e a arrecadação fiscal, diz um estudo da Allianz Trade publicado nesta quinta-feira (28).
"As ondas de calor extremo aparecem como um risco econômico estrutural ao qual a Europa está especialmente exposta", afirma a filial da seguradora alemã Allianz especializada em seguros de crédito.
O crescimento econômico dos países mais expostos pode cair entre 5% e 7% no total durante o período de 2026 a 2030, estima o relatório.
Essas perdas acumuladas alcançariam 240 bilhões de dólares (cerca de R$ 1,35 trilhão) na França, 147 bilhões de dólares (R$ 826 bilhões) na Itália, 131 bilhões de dólares (R$ 736 bilhões) na Alemanha e 120 bilhões de dólares (R$ 674 bilhões) na Espanha.
O estudo lembra que as ondas de calor se multiplicaram por sete desde os anos 1980 e que o número médio de mortes por episódio quintuplicou.
Segundo o consenso científico, as mudanças climáticas provocadas pela atividade humana intensificam fenômenos meteorológicos extremos, como ondas de calor, secas e inundações.
A Allianz Trade identifica "um limite crítico" em torno dos 30°C, a partir do qual as perdas de produtividade se aceleram rapidamente.
A queda da produtividade afeta a rentabilidade das empresas, que também veem seus custos aumentarem devido ao maior consumo de energia, estimado em 1,2% para cada grau adicional.
A renda, o consumo das famílias e os investimentos sofrem impactos progressivos, com possível aumento de preços e desemprego.
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