Quase 300 mil pessoas, a maioria latino-americanas, obtiveram, em 2025, a nacionalidade espanhola, quase um quinto a mais do que no ano anterior, informou, nesta quinta-feira (28), o Instituto Nacional de Estatística (INE), sobre o maior número de naturalizações em mais de uma década.

No total, o número de estrangeiros que adquiriu a nacionalidade espanhola em 2025 aumentou 18,7%, chegando a 299.732, segundo o INE.

As nacionalidades de origem mais frequentes foram Marrocos (42.114), Colômbia (37.712), Venezuela (36.271), Honduras (20.745) e Peru (15.920).

Foram seguidas por Cuba (14.390), Equador (13.689), Argentina (11.291), República Dominicana (9.915) e Nicarágua (8.951).

Em resumo, entre as 10 primeiras nacionalidades de origem, nove eram latino-americanas, enquanto as principais regiões de aquisição foram Catalunha e Madri.

Os cidadãos latino-americanos têm mais facilidade para adquirir a nacionalidade espanhola, e bastam dois anos de residência. Para muitos, existe ainda a possibilidade de obtê-la por meio de antepassados espanhóis.

Estes dados vieram à tona por meio de um processo extraordinário de regularização de imigrantes lançado pelo Governo esquerdista de Pedro Sánchez, que deverá beneficiar mais de meio milhão de pessoas que, com o tempo, poderão aspirar à cidadania.

Neste sentido, o ano de chegada mais frequente das pessoas que adquiriram nacionalidade espanhola no ano passado foi 2019, "ou seja, demoraram cerca de seis anos para adquirir a nacionalidade espanhola", segundo o INE.

Este organismo dispõe de dados públicos de obtenção de nacionalidades desde 2013, e, desde então, nunca tantas pessoas haviam se naturalizado como em 2025.

Por exemplo, em 2020 foram 126 mil pessoas, e em 2015 cerca de 114 mil.

Na Espanha há quase 50 milhões de habitantes, dos quais 7,3 milhões eram estrangeiros, segundo dados do INE do primeiro trimestre de 2026.

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