O exército chinês declarou, na quarta-feira (27), ter expulsado um navio da Marinha dos Países Baixos, acusando-o de "intrusão ilegal" na área próxima às Ilhas Paracel, no disputado Mar da China Meridional. 

Pequim reivindica quase a totalidade dessas águas, apesar de uma decisão internacional de 2016 que rejeitou tal reivindicação, o que tem alimentado tensões com seus vizinhos asiáticos. 

A fragata De Ruyter "lançou repetidamente seu helicóptero a bordo" para "violar o espaço aéreo da China", afirmou o Comando do Teatro Sul das forças armadas em um comunicado. 

As forças chinesas adotaram medidas, como advertências verbais e "interferência eletrônica", para forçar o navio a deixar a área, acrescentou o comunicado. 

"As ações do lado holandês violaram gravemente a soberania territorial da China, assim como sua segurança marítima e aérea, e infringiram seriamente o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais", observaram as forças armadas. 

A China "se opõe firmemente" a essas ações e advertiu os Países Baixos para que cessem imediatamente suas atividades "provocativas", acrescentou o comunicado. 

O Ministério da Defesa holandês rebateu essas alegações, negando que o navio tenha entrado em águas territoriais chinesas. 

O navio "navega em águas onde a liberdade de navegação é permitida", disse uma porta-voz do ministério à AFP. "A embarcação segue sua rota planejada e opera em conformidade com o direito internacional", enfatizou.

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