Um homem que admitiu fazer parte de um complô para matar uma jornalista iraniana-americana, crítica proeminente de Teerã, foi condenado nesta quarta-feira (27) a 10 anos de prisão.
Jonathan Loadholt, de 37 anos, foi preso em novembro de 2024. Ele se declarou culpado de conspirar para assediar e lavar dinheiro no complô contra a jornalista dissidente Masih Alinejad, de 49 anos.
Loadholt e outro homem, Carlisle Rivera, foram acusados de aceitar 100 mil dólares (506 mil reais, na cotação atual) para matar Alinejad, que vive nos Estados Unidos.
Rivera foi condenado a 15 anos de prisão em janeiro, após se declarar culpado de uma acusação de conspiração para cometer um assassinato por encomenda.
Alinejad é uma das ativistas dissidentes contra o regime iraniano de maior destaque e, há anos, defende a abolição do véu obrigatório no Irã sob o lema “MyStealthyFreedom”. Ela deixou o Irã em 2009.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou que o plano para matar Alinejad foi ordenado pelo governo do Irã.
“Teerã tentou matar uma jornalista americana nos Estados Unidos simplesmente porque ela expôs alguns dos muitos abusos do regime”, declarou o procurador-geral adjunto para a Segurança Nacional, John Eisenberg.
Outro suspeito continua foragido. Trata-se de Farhad Shakeri, um afegão que vive no Irã e que foi acusado de recrutar os outros dois homens em nome da Guarda Revolucionária, o exército ideológico da república islâmica.
Alinejad foi alvo de outra tentativa de assassinato frustrada de última hora no verão boreal de 2022.
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