A Biohub, fundada pelo diretor da Meta, Mark Zuckerberg, e sua esposa, a médica Priscilla Chan, apresentou nesta quarta-feira (27) um grande atlas de proteínas construído com inteligência artificial com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de novos tratamentos médicos.

Concebido como um mecanismo de busca, o modelo permite prever, desenhar ou descobrir proteínas — moléculas responsáveis por diversas funções nos organismos — e assim economizar meses ou até anos de trabalho de pesquisadores, afirmou a Biohub.

Disponível on-line, a ferramenta é oferecida gratuitamente a laboratórios de todo o mundo, informou a organização sem fins lucrativos.

"As proteínas são o motor da vida. Bilhões de suas sequências foram catalogadas, mas a biologia por trás delas ainda é desconhecida. Hoje apresentamos o modelo que mudará isso", disse em vídeo Alex Rives, chefe de pesquisa da Biohub.

Com base na análise de aproximadamente 2,8 bilhões de sequências genéticas de todos os seres vivos, o modelo da Biohub permitiu que os pesquisadores da fundação criassem moléculas com fins terapêuticos em "poucos dias".

Depois de criadas e testadas em laboratório, grande parte dessas moléculas funcionou conforme o previsto, informou a empresa.

"Outros cientistas estão impressionados com os resultados", escreveu a revista científica Nature.

O experimento foi descrito em um estudo publicado on-line nesta quarta-feira, que ainda precisa ser revisado por cientistas externos.

A organização espera que o atlas ajude especialmente a acelerar a descoberta de moléculas eficazes contra certos tipos de câncer ou doenças autoimunes.

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