O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou nesta quarta-feira (27) a vitória de seu candidato, o ultraconservador Ken Paxton, nas primárias republicanas do Texas, uma confirmação do controle do presidente sobre seu partido a poucos meses das eleições de meio de mandato.
Paxton, de 63 anos, se tornará um "senador fantástico e sensato, respeitado por todos", declarou Trump em sua plataforma Truth Social, destacando sua "grande vitória" na terça-feira.
O resultado das primárias neste estado sulista extremamente conservador ilustra a influência do presidente sobre as carreiras políticas dos republicanos, mesmo que alguns parlamentares em Washington tenham rompido com o partido, particularmente em relação à guerra no Oriente Médio e suas consequências econômicas.
Muitos haviam instado Trump a apoiar John Cornyn, um conservador ferrenho e tradicional que é senador desde 2022.
O passado de Paxton como procurador-geral do Texas, marcado por escândalos legais, éticos e pessoais, incluindo um processo de impeachment em 2023 do qual foi absolvido, é motivo de preocupação entre os republicanos.
Alguns temem que ele transforme uma vitória que a direita considera garantida nas eleições de novembro em uma oportunidade para os democratas conquistarem uma vaga no Senado pelo Texas pela primeira vez em mais de 30 anos.
O líder da maioria no Senado, John Thune, havia alertado que atacar senadores em exercício poderia ter consequências nessas eleições legislativas.
Paxton enfrentará o democrata James Talarico, um pastor que afirma não querer dar à direita o monopólio da mensagem bíblica.
Após o anúncio da vitória de Paxton, Talarico incentivou no X os "apoiadores do senador Cornyn" a se juntarem a ele.
Nesta quarta-feira, Trump lançou um ataque contundente contra Talarico, chamando-o de "o pior candidato que o Texas já viu". Ele também anunciou que participará de comícios em apoio ao republicano no estado.
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