O chefe do governo eleito dos tibetanos que vivem fora da China tomou posse para um segundo mandato nesta quarta-feira (27), enquanto o Dalai Lama, o líder espiritual supremo do budismo, recitava uma oração. 

A Administração Central Tibetana (CTA), com sede na Índia, é a principal instituição para os tibetanos no exílio, especialmente desde 2011, quando o Dalai Lama renunciou às suas funções políticas em favor de um governo eleito. 

No entanto, Pequim considera o movimento "nada mais do que um grupo político separatista". 

Eleições foram realizadas em fevereiro e abril em 27 países, mas não na China. 

O "sikyong", ou líder do governo, Penpa Tsering, foi eleito para um segundo mandato após obter 61% dos votos no primeiro turno, uma porcentagem suficiente para garantir a vitória.

Tsering, assim como o governo, não busca a independência total do Tibete, em consonância com a política do "caminho do meio" do Dalai Lama, que busca a autonomia.

"Apesar dos esforços sistemáticos do governo chinês para minar a identidade nacional tibetana, a China não pode enfraquecer o vínculo indissolúvel do povo tibetano com sua pátria", disse o líder em seu juramento.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

bur-pjm/mtp/arm/pb/aa/fp

compartilhe