O magnata mexicano Carlos Slim identificou nesta terça-feira (26) a crise da petroleira estatal Pemex como o principal problema do país.

Slim é o homem mais rico do México, com uma fortuna estimada em cerca de 125 bilhões de dólares.

O proprietário da América Móvil, a maior operadora de telefonia móvel da América Latina, concede todos os anos uma entrevista coletiva na qual aborda uma ampla gama de temas.

Ele elogiou a gestão da economia da presidente Claudia Sheinbaum e criticou a decisão da Moody's de rebaixar a nota da dívida soberana do México.

Também anunciou investimentos para este ano de cerca de 5 bilhões de dólares, embora sem entrar em detalhes.

Além disso, evitou temas espinhosos, como a ordem de prisão nos Estados Unidos contra um governador em exercício.

"Temos alguns problemas", disse Slim, de 86 anos. "Um deles, talvez o mais importante, é a grande queda da produção de petróleo e a situação da Pemex", Petróleos Mexicanos.

"O que ela deve fazer é produzir petróleo", acrescentou.

"Teria sido impressionante se tivesse (uma produção) de dois milhões de barris por dia agora que o barril está a 100 dólares", afirmou.

A empresa enfrenta uma profunda crise marcada pelo declínio de sua produção, falta de investimentos e uma dívida que gira em torno de 85 bilhões de dólares. Fechou 2025 com um prejuízo de cerca de 2,5 bilhões de dólares, enquanto o governo investe em seu resgate com um agressivo apoio financeiro.

O magnata — que possui interesses no setor petrolífero — anunciou em setembro de 2025 investimentos de cerca de 2 bilhões de dólares para a perfuração de aproximadamente 30 poços da Pemex.

"Está havendo muito investimento em petróleo", destacou. "A produção vai aumentar, espero eu, entre pública e privada, em cerca de 800 mil barris", que se somarão à produção diária atual de 1,6 milhão de barris.

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