Os preços do petróleo retomaram sua tendência altista nesta terça-feira (26), após os ataques americanos no Irã e as ameaças de Teerã que prejudicam os aparentes avanços para um cessar-fogo duradouro no Oriente Médio.

Os preços da commodity se mantém abaixo dos níveis do final da semana passada, mas as perdas da segunda-feira diminuíram notavelmente.

O barril de Brent do Mar do Norte pata entrega em julho beirou os 100 dólares (99,58 dólares, +3,58% em relação ao fechamento na véspera). 

Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, fechou a 93,89 dólares. Isto representou recuo em relação ao último fechamento oficial na sexta-feira, mas um avanço em relação às transações de segunda-feira, feriado nos Estados Unidos.

"O mercado assimila a ideia de um acordo que está em negociação, em um contexto no qual a oferta ficou gravemente comprometida" nos últimos meses, assegurou Mark Malek, da Siebert Financial. 

"É pouco provável que os preços baixem dos 95 dólares o barril (no caso do Brent) enquanto as duas partes não chegarem a um acordo, devido à insegurança reinante no Estreito" de Ormuz, antecipou Gregory Brew, do Eurasia Group.

Esta passagem crucial para as exportações de hidrocarbonetos do Golfo segue praticamente bloqueada.

Em caso de reabertura, "os fluxos deveriam recuperar entre 30% e 50% de seu volume anterior à guerra no prazo de um mês", estimou Brew. 

Mas se as negociações voltarem a fracassar, um novo repique dos preços deve ser esperado, advertem os analistas.

"Um fracasso neste aspecto não nos devolverá ao ponto de partida. Nos levará a uma situação pior", avaliou Malek, ressaltando que as reservas mundiais de petróleo, usadas como colchão para enfrentar a crise, caíram desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

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