O poder de Donald Trump sobre os eleitores republicanos será posto à prova nesta terça-feira (26) no Texas, onde o segundo turno das primárias do partido para o Senado coloca frente a frente o senador John Cornyn e o procurador-geral do estado, Ken Paxton, apoiado pelo presidente.
A poucos meses das eleições legislativas de meio de mandato, cruciais para Trump, as primárias neste estado sulista e muito conservador devem fornecer as primeiras tendências entre os eleitores, em um contexto de descontentamento com a economia e de questionamentos sobre a guerra no Irã.
Cornyn, de 74 anos e senador desde 2002, começou como favorito, mas o apoio tardio de Trump a Paxton transformou a corrida.
A disputa expõe, segundo analistas, a tensão entre os republicanos antes das eleições de meio de mandato, em novembro: o apoio de Trump pode ser decisivo nas primárias, mas também pode deixar os candidatos mais vulneráveis depois.
Paxton, de 63 anos, enfrentou escândalos legais, éticos e pessoais, incluindo um impeachment em 2023 na Câmara dos Representantes do Texas, acusações de suborno e um divórcio conturbado.
O Senado estadual considerou que ele era inocente em um julgamento de impeachment.
Cornyn representa a ala institucional do partido e mantém vínculos com doadores e dirigentes republicanos em Washington. Segundo ele, Paxton poderia colocar em risco uma cadeira que o Texas não entrega aos democratas desde 1988.
Trump elogiou Paxton em sua rede, Truth Social, e chamou Cornyn de desleal por não defender suas prioridades. Cornyn respondeu que seu rival facilitaria ataques democratas na eleição geral.
A média das pesquisas do Decision Desk HQ dava a Paxton uma vantagem de 13 pontos antes da abertura das urnas.
Uma eventual derrota de Cornyn ampliaria a lista de republicanos punidos após se distanciarem de Trump, segundo antecedentes recentes, que incluem legisladores federais e estaduais.
O ganhador do segundo turno enfrentará o democrata James Talarico, ex-membro da Câmara dos Representantes estadual e figura nacional em ascensão.
Embora os republicanos sejam considerados favoritos no Texas, onde Trump venceu por quase 14 pontos em 2024, os democratas confiam em suas chances contra Paxton.
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